Paula Hawkins, A rapariga no comboio

outubro 04, 2016

Primeiro de tudo, o texto que se apresentará a seguir em forma de "quote" é uma reprodução de uma publicação que eu tinha feito no meu antigo blogue. Como o filme baseado neste livro - que foi uma das melhores leituras de 2015 - terá a sua estreia dia 6 de Outubro, achei por bem ressuscitar a resenha deste livro que voltou a estar no top 10 em todas as livrarias portuguesas para este meu novo cafofo.

Livros que andam pela ribalta nunca são o meu calcanhar de Aquiles. Sempre tenho medo de criar grandes expectativas e depois deprimir com a tamanha desilusão. Contudo, "A rapariga no comboio" chamou-me a atenção. Para ser sincera, comprei-o para oferecer a quem se interessasse mais por este género policial e thriller mas, às tantas, dei por mim a querer ler o livro e assim foi. Mil perdões.

Eu não agarrei o livro, ele quem me agarrou. Foi a minha desculpa para manter a luz acesa, durante a noite por mais tempo, no quarto e também a minha pausa entre os estudos para ler mais um capítulo ou dois. 

As personagens principais são 3 mulheres. A Rachel, a Anna e a Megan. O livro é narrado por datas, como se de um diário se tratasse e através dos 3 pontos de vista destas personagens. A Rachel é alcoólica, a Anna é a gaja que nenhuma mulher quer que exista, aquela que chega e torna-se amante do marido e acaba por se casar com ele e constituir família e... a Megan, é a personagem que desaparece na trama - e os seus pontos de vista são narrados antes do seu desaparecimento. E depois têm as personagens secundárias como amigos, psicoterapeuta, maridos e os detectives.

O que atrai? Que todas as personagens são desconfiáveis. O álcool que a Rachel toma deturpa as coisas, a raiva de ser a culpada do fim de um casamento também torna as coisas complicadas e ler os segredos da Megan - antes de desaparecer - deixam o livro todo mais interessante e com vontade de descobrir logo, logo... ora se a Megan fugiu, se foi raptada, se assassinada. O que raio lhe aconteceu?

O clímax desta história contada cronologicamente e cheia de desconfianças, acontece perto do fim e ora os leitores saem surpreendidos ora saem com a mesma sensação que eu: não me faltou a surpresa, é claro, mas tinha sempre algo que não parecia bater certo com aquela personagem então estava praticamente à espera que o meu palpite estivesse certo. E estava. Mas não é o "fim" que faz o livro ser bom e fantástico. É toda a forma como está escrito e fez com que ficasse agarrada e me deixasse a pensar nele durante o dia. E ainda penso! Porque nem sempre tudo é o que parece ser.

Recomendo. Penso que a maior parte já deve ter lido este livro de Paula Hawkins... mas se não o fez, faça. Vale a pena.
Continuo a recomendar este livro, não pelo seu final mas por toda a novidade que esta escrita em forma de "diário" e pontos de vista oferece. E acredito que, apesar de o filme não parecer tão bom e depois de o livro estar lido e se conhecer o final não haverá mais o factor surpresa, ver o filme com o livro lido terá outra perspectiva que acredito ser maravilhosa e nos fará sentir o filme como não era possível sem conhecer a história. Mas não sei... Tenho que esperar pela próxima quinta-feira ou mais tardar o fim de semana para ver o filme e tirar as conclusões a respeito.

Post Scriptum: À semelhança da publicação antiga, não voltei a fotografar o livro para ilustrar o post.

2 comentários:

  1. Resenha maravilhosa amei a dica do livro, obrigado pela visita.
    Blog: https://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br/
    Canal:https://www.youtube.com/watch?v=DmO8csZDARM

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  2. Nunca li, nem vi o filme :)

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